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O Grande Segredo

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A Substância e a Evidência

 
Há muitos anos, o filósofo belga Maurice Maeterlinck investigou as fontes que o familiarizariam com as ciências ocultas, a metafísica, e assuntos análogos.
Examinou muitas escolas de pensamento, e muito contribuiu para a compreensão do homem no campo fora das ciências físicas, nas quais foi também colaborador.

Escreveu um livro que atualmente está quase esquecido, intitulado “The Great Secret” (O Grande Segredo). De acordo com Maeterlinck, o grande segredo era a resposta às indagações fundamentais que os seres humanos inteligentes têm feito durante toda a sua história. Esse grande segredo deveria ser a resposta para a questão do significado da vida, da evidência da imortalidade, e da razão por que o homem vivia, sofria, alcançava um certo grau de felicidade, e morria após um curto período de existência física. Em outras palavras, o livro é uma análise, em certo sentido, dos vários pontos de vista das filosofias que têm tentado responder a essas indagações seculares.

De conformidade com Maeterlinck, a indagação nunca foi completamente respondida em qualquer sentido físico porque, segundo ele conclui, o grande segredo   isto é, o segredo verdadeiramente grande, no universo   é o fato de que existe um segredo. 

O homem é uma alma encarnada, porém, atuando em um mundo físico ele confunde o fenômeno colocando ênfase nos valores materiais que o cercam. Quase toda pesquisa que os homens têm feito para chegar ao grande segredo ou responder as indagações que se relacionam com o mistério da vida tem sido a busca de uma solução, em termos de fenômenos físicos. Isto está registrado, até certo ponto, em grande parte da literatura que é atualmente aceita como guia para a crença religiosa. Por exemplo, os cristãos citam, do Novo Testamento, a frase bem conhecida: "A fé é a substância das coisas desejadas, e evidência de coisas não percebidas." O autor desta passagem estava tentando assegurar a uma primitiva comunidade cristã o valor e a continuidade da fé cristã. Acima de tudo, ele estava tentando inculcar na mente dos indivíduos a importância de ter fé nos ensinamentos que estavam recebendo.
 
Em certo sentido, admitia se que não havia prova, que nada havia que pudesse ser transmitido a esse povo a não ser pedir lhe que tivesse fé e convicção nas verdades que representavam a fé cristã primitiva. Provavelmente, havia muitos incrédulos, muitos que não adquiriam a fé que era necessária, e, portanto, a fé se reduzia a um tipo físico ou material de situação. Em outras palavras, a fé é a substância das coisas desejadas. O indivíduo que deseja alguma coisa que não existe, está esperando algo considerável; está querendo evidência material. Quando essa evidência física não existe, ou não está disponível, a fé, segundo afirma essa passagem, substitui essa substância. Para as coisas que não podem ser fisicamente percebidas, a fé se torna a evidência de que elas existem. Em certo sentido, tal afirmação não constitui segurança espiritual. É simplesmente a tentativa de estimular o indivíduo a aceitar a existência de idéias e princípios. Até mesmo objetos tangíveis ou intangíveis que não podem ser percebidos pelos sentidos físicos são considerados existentes, através da fé.

Dizer que a fé é a substância das coisas desejadas é presumir que o indivíduo não pode perceber uma substância real. Filosoficamente, acreditamos que substância é aquilo que existe por sua própria natureza, isto é, aquilo que tem atributos, qualidades, e propriedades. No entanto, como condição física, a substância não é tudo. Na terminologia Rosacruz, por exemplo, substância é praticamente sinônimo de atualidade, isto é, concebemos aquilo que tem existência física, aquilo que é uma manifestação de espírito, de conformidade com a nossa terminologia, como sendo uma atualidade. O termo substância, portanto, tem referência com atualidade, isto é, significa alguma coisa que é real; que pode ser compreendida ou percebida pelos cinco sentidos físicos do homem.

Há, porém, algo mais na substância do que atributos, qualidades, e propriedades. Tomemos como exemplo uma atualidade ou substância simples, como um torrão de açúcar. Um torrão de açúcar tem atributos; é composto de diferentes elementos; tem qualidades tais como doçura e sabor; tem propriedades que lhe conferem forma e cor, possivelmente odor. Todavia, o açúcar, ou um torrão de açúcar, é alguma coisa mais do que os atributos, as qualidades, e as propriedades, juntos; é um composto que, embora tendo parte de todos esses componentes, é também, em si mesmo, uma atualidade que tem natureza própria. Portanto, dizer que a fé é a substância das coisas desejadas é tentar incutir no indivíduo que a fé pode substituir aquilo que gostaríamos de possuir mas que não conseguimos, em atualidade. Ao mesmo tempo, a substância, em si, é mais do que as propriedades que a compõem, a sua posse, se conseguida, não representa uma realidade ou um valor final.

Os ensinamentos das escolas Rosacruzes nos informam que o valor repousa na realidade a não, necessariamente, na atualidade. 

Aquilo que percebemos é o que podemos usar. 

Há muitas atualidades no mundo, das quais o estudante e eu não estamos conscientes. Portanto, elas não exercem influência particular no que diz respeito à nossa compreensão. As fases da vida, tanto físicas quanto psíquicas, com que nos defrontamos como indivíduos e chegamos a conhecer e compreender, constituem a realidade, o valor fundamental que temos de desenvolver.

Substância é mais do que uma coisa física, por causa do significado que a ela atribuímos baseados em nossa experiência. Atualidade e substância são as palavras que aplicamos ao mundo físico, porque aqui estamos e temos de enfrentar esse mundo. 

A verdadeira substância tem de ser concebida na mente. Assim como o torrão de açúcar é mais do que os atributos, as qualidades e as propriedades que o compõem, assim também qualquer substância é modificada por um novo conceito que sobre ela fizermos. Percebemos a diferença entre uma laranja e uma maçã não apenas por sua aparência ou sabor, mas pela compreensão do que constitui a diferença entre a laranja e a maçã. É em nossa mente que temos percepção real da substância e de seu valor, de sua utilidade, ou da satisfação potencial que podemos experimentar com o seu uso.

Embora a substância tenha de ser concebida na mente, a evidência de qualquer coisa deve ser confirmada pelo sentimento. Assim como a substância é modificada pelo conceito, pela nossa percepção, assim também a evidência é modificada pelo sentimento. Se a fé é a evidência de coisas não percebidas pela visão, então essa evidência deve se fazer sentir através de nossa capacidade de sentir uma resposta emocional às condições, idéias, e conceitos que nos levarão a considerar um mundo que a este transcende e no qual vivemos.

Tem sido afirmado que todas as propriedades físicas podem ser apreciadas em nível objetivo ou físico. Não posso concordar com tal afirmação. Acredito que tudo é apreciado dentro do campo do intelecto humano, enquanto o ser humano permanece na Terra. Como somos o microcosmo que reflete, até certo ponto, o macrocosmo, que é o Ser Supremo, então é na mente do Ser Supremo que toda a essência, todo o espírito, toda a alma, Nous, e a Energia Essencial de Vida, têm sua existência. Se a Mente Suprema contém a resposta ou todos os elementos de todas as combinações, então a mente que acompanha a alma, a mente humana, também contém a mesma percepção e compreensão, em um grau menor.

O sentimento afeta a evidência. Na apresentação de evidência legal, a atitude mental de uma pessoa freqüentemente afeta o testemunho. O sentimento é uma forma de apreciação. Sem dúvida, a matemática é uma das mais físicas de todas as ciências físicas, mas, apesar disso, certos fatos matemáticos são também concebidos pela maneira de sentir. Por exemplo, sabemos que dois mais dois são quatro. De que maneira sabemos isto? O epistemologista matemático diria que isto sabemos porque vimos a associação de objetos físicos em pares colocados juntos, e resultando em quatro. Em outras palavras, vimos a evidência através da percepção física, mas também sentimos o fato. Sei que dois a dois são quatro porque o conceito encontra resposta afim em minha consciência e sensação que intensifica ou confirma, se
 
assim preferirmos, a percepção física do número total de objetos. Acredito, portanto, que é coerente com a filosofia Rosacruz o concebermos a substância como o conjunto do universo físico modificado por nossos conceitos mentais, e a evidência como as percepções físicas modificadas pelas reações que a elas temos, em outras palavras, pela nossa maneira de sentir.

Estamos continuamente lutando contra dois fatores em nossa existência. O homem está encarnado em um mundo físico, mas é uma alma imaterial. Todos os seres humanos estão encarnados para experienciar certos processos neste mundo físico, porém a meta final de nossa existência, o propósito supremo da vida, o grande segredo que Maeterlinck tentava explorar é, conforme ele disse   o fato de que há um segredo que o homem tem de descobrir. 

Esse segredo é que o homem tem a potencialidade de reunir sua existência mental, sua alma, à fonte de onde proveio, isto é, à mente e alma do Ser Supremo. Trata se da união mística, da união que está exemplificada no amor e na amizade do homem entre os seus semelhantes e no amor transcendente e mais sublime ao Ser Supremo. 

Essa união mística eliminará a necessidade de atribuir valores à percepção da substância ou da evidência, ou a necessidade de, mesmo, conhecermos a diferença entre atualidade e realidade. Segmentos isolados da experiência humana talvez nada mais sejam do que ilusões de nossos sentidos físicos e de nossa falta de percepção espiritual. 

Na união mística, não mais teremos de segregar, dividir, ou tentar analisar as partes que constituem a nossa experiência total. 

Tornamo nos intimamente unidos a tudo que existe. 


 
 

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