Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
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Vyâsas

 
 
“QUEM DENTRE  VÓS  PODE TORNAR LÍMPIDAS  AS ÁGUAS LAMACENTAS?
DEIXAI-AS  QUIETAS  E ELAS,  POR SI SÓ, SE TORNARÃO TRANSPARENTES"

                                                             LAO-TSE

 
                                                                                      
“Vyâsa... Vyâsas ... 
Um só nome abrangendo, como sempre, 
nos relatos da Sabedoria Iniciática, 
o mistério de vários seres!” 
                     Sylvia Patrícia 

É importante quem se dedica ao estudo dos Iniciadores, especialmente quando se dedica ao estudo das doutrinas orientais, ter uma idéia do sentido da palavra Vyâssa. Em algumas obras que falam de Grandes Iluminados em especial e das doutrinas védicas em particular, muitas vezes se faz presente o nome Vyassa que ele acredita ser um Ser Iluminado, contudo não se trata de uma só pessoa específica e sim de uma sucessão de Seres Iluminados. 

Com referência ao nome Vyassa acontece o mesmo que acontece com o termo Zoroastro. Zoroastro não diz respeito à uma pessoa especificada, mas sim a uma espécie de dinastia, sendo o derradeiro deles aquele que teve o nome pessoal de Zaratrusta. 

Algo parecido acontece com o termo Vyâssa Houve uma série de Iluminados ligados ao desenvolvimento da Doutrina Védica que receberam este título. Por se tratar de um termo genérico, quando se fala de Vyâssa mister se faz a indicação de qual deles, pois houve um grande número deles, mas os registros mais criteriosos, especialmente os Purânas, mencionam apenas 28 deles [1].

Vyâssas foram seres que em várias épocas vieram à terra para divulgar e redefinir os ensinamentos védicos, e alguns deles foram mais destacados.

 “A palavra Vyâssa pertence ao sânscrito e literalmente significa ‘aquele que desenvolve ou amplia’. Seria um interprete, ou melhor, um revelador, porque o que ele explica, interpreta e amplia é um mistério para um profano” Dic. Teosófico. 
 

Entre os mais destacados Vyâssas merecem destaque especial aquele que é considerado o compilador e ordenador dos Ensinos Vedas. 

Um outro o 28º na ordem de sucessão foi o autor do Mahâbhârata. 

Na ordem de sucessão o derradeiro que se tem conhecimento é o autor do Uttara Mîmânsâ que corresponde ao sexto sistema, ou escola de filosofia hindu. 

Não há certeza se foi este o fundador do Sistema Vedânta, ou se foi um outro Vyâssa que é o mais elevado de todos e que recebeu o nome de Krishna Dwaipâya. Este é o mais renomado pela importância das obras que compilou, entre elas o Mahâbhârata, assim como diversos Purânas e em especial e a estruturação da Vedânta. 

Não se conhecem muitos detalhes sobre sua vida, sendo o mais mencionado o fato dele haver se casado com duas viúvas de seu meio-irmão, o rei Vichitravîrya, de cujo casamento teve dois filhos: Dhritarancha e Pându.
Sem dúvidas o que mais caracterizou a presença deste Grande Iluminado na terra foi haver sido o fundador do sistema Vedânta baseado nos ensinamentos dos Vedas. 

Queremos esclarecer que o termo Vedas não diz respeito à uma civilização ou a um povo em especial, mas sim à uma coletânea de hinos e conhecimentos muito antigos existente no Oriente, especialmente na Índia. Sendo assim, preliminarmente, vamos fazer algumas citações a respeito dos Vedas. Este termo significa a “revelação” ou “Conhecimento Divino”.  

São as Escrituras Sagradas dos hindus, anteriores ao próprio Bramanismo [i] e ao Hinduismo. Constituem-se as mais antigas, bem como as mais sagradas obras em sânscrito. São tão antigas que nenhum orientalista chega a precisar uma data aproximada para o surgimento. Na verdade não se pode falar num início desde que os Vedas são uma coletânea de hinos e conhecimentos que foram sendo incorporadas e codificadas através de vários séculos.
 

O conteúdo dos Vedas inicialmente era constituído de ensinamentos transmitidos verbalmente durante milhares de anos e posteriormente compilados, conforme reza a tradição hindu. 

Os Ensinamentos Vedas, embora já existissem como tradição oral, foi às margens do lago Mânasa-Sarovar, no Tibet, que eles foram escritos inicialmente. Existem muitas versões dos Vedas, datando as mais recentes de 3.100 anos antes da Era Cristã. 

A antigüidade atribuída dos Vedas não merece dúvidas desde que existem cópias antigas escritas, numa forma tão arcaica de sânscrito, tão diferente do sânscrito atual, que não existe outra obra como tal na literatura dessa língua. Isto indica que é a mais antiga de todos os idiomas conhecidos da atualidade. Como afirma o professor Max Müler, unicamente os mais eruditos dos “panditas brâmanes” podem ler os Vedas em sua forma original.

 Os Vedas não são uma obra individual, nem tampouco qualquer um dos distintos Vedas. [2] . Tudo indica que cada Veda, e até mesmo cada hino é oriundo de autores deferentes. Diz a Tradição que eles foram escritos por inspiração direta de Brahmâ em diferentes períodos da evolução da raça humana.

Tudo indica que os Vedas foram ordenados e compilados 14 séculos antes da nossa era. Em que se baseia essa afirmativa? - Num dos hinos há um dado astronômico que evidencia que os primeiros ensinos védicos datam de pelo menos de 215.000 anos. Isto é o que afirma prof. Cowel no apêndice VII da História da Índia de Elphinstone. Sabe-se que, com toda certeza, os hinos vedas antecedem aos poemas de Homero e de Hesíodo.
 

Assim podemos estabelecer que existe uma diferença entre Doutrinas Védicas em geral e a Vedânta em particular, por ser esta apenas uma parte, ou um aspecto de tudo o que existe nos ensinamentos dos Vedas. 

Na verdade a Vedânta engloba o que de mais importante dos ensinamentos védicos, na verdade é uma síntese dos conhecimentos dos Vedas.

Exatamente essa compilação e ordenação tão significativa por se constituir uma síntese dos conhecimentos dos Vedas é um legado de um dos Vyâssas, aquele que foi chamado de Krishna Dwaipâya. 

Portanto, o que de mais significativo legou Vyâsa à humanidade? - Para responder a esta indagação basta que seja citado a estruturação da Vedhânta, que pode ser considerada a base das inúmeras variações religiosas que através dos séculos ditaram o misticismo indiano.

Quando Vyâsa esteve em missão na terra? Sendo a Vedhânta uma síntese dos conhecimentos dos Vedas nos permite se ter uma idéia precisa a respeito da época em que Vyâsa viveu na terra. Segundo os orientalistas a Vedânta é relativamente recente, tratando-se de um sistema que floresceu a cerca de 1.400 anos a.C. enquanto os Vedas são ensinamentos de uma ambigüidade muitíssimo maior.

Vedânta literalmente: “o fim ou coroa dos Vedas” é um sistema filosófico que evoluiu dos ensinos do Vedas, estes considerados como a mais antiga coleção de escrituras sagradas indianas e para muitos se tratam dos escritos religiosos mais velhos do mundo.
 

Quando se fala de Vedânta as pessoas menos avisadas pensam tratar-se de um sistema filosófico exclusivo dos Vedas - Escrituras Sagradas da Índia. A fim de esclarecer essa dúvida inicialmente queremos dizer que o termo “veda” não significa livro, mas sim “sabedoria” em grande parte exposta em versos. Desta maneira com a palavra “Vedânta” se quer dizer “sabedoria” (“anta” significa fim, finalidade). Portanto o termo “Vedânta” pode ser traduzido por “finalidade da sabedoria”.

Vedânta trata-se de uma filosofia qual é a finalidade da existência e como isto pode ser alcançado. Diz que todo conhecimento relativo termina na realização da unidade da alma individual com a verdade essencial do universo. Diz: “Esta realidade fundamental é o espírito universal. - É o infinito oceano de sabedoria” Diz Vivekananda: “Tal como rios que correm em seus leitos por milhares de quilômetros e acabam no oceano assim também os rios do conhecimento relativo seguem seu curso através das diversas etapas do universo fenomenal e terminam no infinito oceano da existência eterna...”.

Vedânta é um sistema religioso e também um sistema filosófico. Existem diversos sistemas de filosofia, porém nenhum, como os da Grécia e da Alemanha, chegou a lograr harmonizar-se com os ideais religiosos da mente humana; nem mostrar a senda pela qual o homem pode lograr a ciência divina e a sua libertação da ignorância, do egoísmo e de todas as outras imperfeições, de uma maneira tão racional como a filosofia vedânta da Índia”. Ainda diz o mencionado autor: “Este caráter singular da vedânta torna-se mais acentuado pelo fato de que ela não ser baseada em nenhuma personalidade particular”. “Qualquer religião ou filosofia cuja autoridade dependa de una personalidade especial, nunca pode satisfazer as exigências de una religião universal”.

Vale salientar: “A vedânta não é limitada só às mencionadas escrituras; ela inclui também todos os ensinos espirituais dos santos e filósofos da Índia dos últimos cinco mil anos. Além disso, não está baseado na vida e ensinos de qualquer ‘santo’, ou profeta em particular. Trata-se de uma fusão de féis e de conceitos espirituais de diversos sistemas religiosos tradicionais”.
 

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[1] Segundo escrituras antigas da Índia esse número é muito maior, mas isto é uma decorrência do fato de que a muitos gurus famosos também receberam o titulo de Vyâssa, porém reconhecidos oficialmente.

[2]Os Vedas originariamente eram em número de três: Rig-Veda (o Livro dos Hinos), o Iajur Veda (o Livro das Formas Recitadas) e Atarva Veda (o Livro dos Cânticos Religiosos). Posteriormente surgiu o Atharva Veda (o Livro das Fórmulas Mágicas, de Exorcismo e Encantações). O mais importante deles é o Rig-Veda. Sem dúvidas os demais derivaram dele.
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[i]  Bramanismo embora muitos confundam com o Hinduismo na realidade existem algumas diferenças entre eles. Ambos baseiam seus sistemas teológicos nos Vedas. De um modo geral podemos dizer ser o Bramanismo, religião crida pelos Brâmanes, e que se destinava à utilização litúrgica do Veda. Faz a conexão entre a fase primitiva do Vedismo e o atual Hinduismo. É a religião mais antiga ainda existente na Índia. Suas crenças primitivas incluem o culto da natureza e dos desuses como seus representantes.. A filosofia, a teologia e a metafísica do Bramanismo encontram sua expressão nos Upanishads. A meta procurada é a experiência da iluminação que consiste no desprendimento da pesada carga da matéria pela consciência do espírito divino. um elo de ligação entre a fase o que ensina os Vedas.
 


 
 
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