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Em Busca do Elixir da Longa Vida

 
Os alquimistas medievais buscavam um remédio universal, capaz de curar todos os
males – o elixir da longa vida. Pois bem, na França, há poucos anos, 
o astrólogo e alquimista Armand Barbault conseguiu produzir o famoso e mítico ouro
potável, a primeira das três fases necessárias à fabricação do elixir. Em seu
livro O OURO DA MILÉSIMA AURORA, Barbault relata a experiência que o levou, após
vinte anos de trabalho, a obter um dos mais formidáveis medicamentos que a
história da medicina conheceu.

 

Um remédio capaz de aumentar consideravelmente o vigor físico das pessoas, curar
em alguns dias casos graves de tuberculose, uremia e esclerose em placas e
reverter em questão de semanas lesões cardíacas de origem sifilítica,
consideradas incuráveis, é certamente espetacular.

Mas se este remédio, ao invés de resultar de pesquisas avançadas em laboratórios
farmacêuticas ultra-equipados, é nada mais, nada menos que o velho ouro potável
dos alquimistas, então o espetacular adquire uma aura de inacreditável.

E o inacreditável, enfim, parece transformar-se em absurdo, quando ficamos
sabendo que essa poção maldita – produzida em retortas e fornos medievalescos
segundo métodos que fariam recuar de horror os beatos da ciência moderna, pois
se baseiam na clarividência e na astrologia – foi testada e aprovada por
prestigiosos clínicos e laboratórios farmacêuticos alemães.

Tudo isto é maluco, mas aconteceu. O ouro potável, que é o primeiro dos três
graus do remédio universal denominado elixir da longa vida, foi preparado, ao
longo de quinze anos de trabalho, estritamente de acordo com os processos
ensinados nos tratados alquímicos clássicos, e produz exatamente os efeitos
médicos que esses tratados lhes atribuem. Suas propriedades, entretanto,
ultrapassam de longe a ação quimicamente reconhecida dos seus componentes, e só
podem ser explicadas mediante a hipótese de que o liquido concentra energias de
um tipo ainda não catalogado pela ciência acadêmica, embora não totalmente
estranho a certas concepções atuais da física.

Os alquimistas do passado sempre afirmaram que essas energias podiam ser
captadas, condensadas e utilizadas para fins médicos. Refazendo pacientemente o
seu itinerário, um alquimista moderno, Armand Barbault, demonstrou que eles
tinham razão.

Na realidade, remédios alquímicos que funcionam não são grande novidade no mundo
moderno. Na Alemanha eles estão à venda nas farmácias desde 1925. São produzidos
pelo laboratório Soluna, fundado pelo barão Alexander von Bernus, alquimista
erudito muito respeitado, que foi amigo de Thomas Mann e Rainer Maria Rilke. Mas
Von Bernus, como todos os seus antecessores, ocultava dados importantes sobre a
fabricação, de modo que, embora reconhecesse o valor dos remédios, ninguém tinha
condições de investigar e explicar em termos cientificamente aceitáveis por que,
afinal, eles funcionavam.

Barbault fez precisamente o contrário. Depois de produzir o seu remédio,
escreveu um livro que é o primeiro, em toda a história da humanidade, a revelar
com todos os detalhes as várias fases do trabalho alquímico. Publicado na França
com prefácio de um filosofo de prestigio como Raymond Abellio, esse livro ( L’Ór
du Millieme Matin, Paris, Editions Premières) é provavelmente o mais audacioso
desafio já lançado à indiferença e a negação sistemática da parcela da
comunidade acadêmica que só usa os princípios da ciência como tabua de salvação
contra a maré montante dos fatos.

Esse homem, que emprenhou a existência numa das apostas mais arriscadas e
fascinantes já vividas por um pesquisador, começou justamente como cientista
acadêmico. Engenheiro eletrônico de formação, foi inicialmente pesquisador na
Sociedade Francesa de Radiotecnia e em seguida chefe da seção de biotipologia do
Instituto Aléxis Carrel, em Paris. Mais tarde, interessou-se pela astrologia e
chegou a tornar-se um dos mais prestigiados astrólogos franceses, com uma
clientela composta de banqueiros, chefes políticos e damas da sociedade. Poderia
ter ficado rico, mas o alquimista não escolhe: é escolhido pela vocação
imperiosa e por uma raríssima conjunção de circunstâncias. Dessas
circunstâncias, duas são particularmente importantes. A primeira é o próprio céu
astrológico de nascimento do futuro alquimista: o adepto, que não é apenas um
operador mecânico de substancia nem um experimentador impessoal e isento, mas um
captador e distribuidor de energia, não nasce num momento qualquer, mas apenas
sob determinadas configurações astrológicas. A segunda é o casamento. Conforme a
tradição a mulher é quem desencadeia geralmente a vocação do alquimista e quem,
mais tarde, guiada pela clarividência, o orientará em vários passos importantes
(justamente os mais obscuros e incompreensíveis) do seu confronto com as forças
da natureza. No fim da segunda guerra, Barbault casou-se com essa mulher e,
abandonando carreira e clientela, se retirou para os campos da Alsácia, onde
havia não somente paz para o trabalho, mas onde também a terra, em certos
sítios, se encontrava num estado muito propicio de pureza intocada.


 

A BUSCA DA ENERGIA: ALQUIMIA E CIÊNCIA

Em termos gerais, a elaboração do ouro potável consiste em reproduzir em escala
menor a dimensão humana, o abra da natureza ao condensar a energia vital que
move o universo e os seres vivos. Os alquimistas crêem que essa energia
atualmente reconhecida pelo establishment cientifico (com o qual não se
confundem os verdadeiros pesquisadores de vanguarda). Isto é, não se reduz nem a
energia elétrica, nem a energia termonuclear, etc., mas é como que uma síntese
superior – a energia por excelência, da qual as outras seriam apenas formas
precárias mais facilmente acessíveis à percepção humana.

Sendo a forma mais universal de energia, a energia cósmica não se deixa,
evidentemente, isolar em laboratório. Por isso não se pode “provar”
cientificamente a existência da energia vital ou cósmica, (pelo menos com os
recursos habituais da ciência atual).

Mas se pela sua natureza sintética não é possível isola-la, não se poderia então
reproduzi-la em escala menor, imitando o mesmo processo sintético da natureza?
Pois foi precisamente o que fez Barbault.

O alcance cientifico dessa demonstração é imenso, mas nem por isso se pode dizer
que é uma demonstração “cientifica”, pois ela lida com variáveis em numero tao
gigantesco que a ciência atual, se quiser manter-se fiel aos seus métodos de
trabalho, não pode ainda abarcar. O próprio Barbault só conseguiu dominar o
imenso conjunto de percepções, intuições, julgamento e atos que se estenderam
por um período de quinze anos na sua experiência, porque recorreu a processos
mentais e a abordagens muito mais globais, rápidas e sintéticas do que as
empregadas habitualmente na ciência.

Para se ter uma idéia da distancia que separa a experiência alquímica da
experiência cientifica habitual, basta ver que os remédios produzidos em
laboratórios farmacêuticos resultam da mistura de algumas substancias depois que
se conhecem minuciosamente os efeitos isolados de cada uma delas, enquanto o
ouro potável resulta da fusão de energia dispares e inumeráveis, e algumas
perfeitamente desconhecidas. O que dá ao ouro potável e ao seu processo de
fabricação sua unidade e coerência não é, como no caso do remédio farmacêutico,
o conhecimento preciso dos mecanismos de causa-e-efeito ligados a cada
substancia, mas o próprio ciclo natural que reúne, ordena e sintetiza as forças
em jogo, e cuja atuação o alquimista imita. O alquimista consegue captar e
reunir as energias que comporão o seu elixir não dominando-as uma por uma, mas
aproveitando-se do momento em que elas convergem sobre um local determinado e
uma pessoa determinada: ele mesmo. (Daí que, ao contrario da experiência
alquímica não possa, nem mesmo teoricamente, ser repetida “por qualquer um”, a
qualquer momento.)

Para captar essas forças, a tradição esotérica de todas as épocas criou uma
série de procedimentos que foram usados por Barbault, e que são quase o inverso
simétrico do procedimento cientifico usual. A clarividência, a interpretação
astrológica, o pensamento analógico e simbólico, procuram intuir a totalidade
das forças em jogo num determinado instante, representado-as sinteticamente em
símbolos, enquanto o raciocínio cientifico-analítico procura acompanhar a
recorrência de cada fator ao longo do tempo, anotando semelhanças e diferenças,
até chegar a um conceito, ou quadro conceitual, exato de uma das inumeráveis
linhas de força do processo total. (Será preciso esclarecer que ambas as
perspectivas se completam organizadamente em todo processo verdadeiramente
criativo de investigação da verdade?)


 

AS ETAPAS DO TRABALHO E O USO DA ASTROLOGIA

É praticamente impossível resumir a narrativa de Barbault, já bastante compacta,
mas de modo geral, a operação teve as seguintes etapas: escolha do local e dos
momentos para a colheita; limpeza e purificação da matéria prima; alimentação da
matéria prima, alimentação da matéria prima com orvalho e flores; destilação,
corrupção e incineração; obtenção final do “lêvedo” que, ao contato com o ouro,
“abre” a estrutura energética intima do metal captando suas propriedades
medicinais, testes clínicos em laboratório.

Com exceção da ultima, cada uma dessas etapas é minuciosamente demarcada no
tempo, segundo milhares de cálculos astrológicos que o alquimista vai fazendo no
decorrer da operação.

Em cada etapa, entrava ainda em jogo uma multidão de outros fatores – estado
psicofísico do alquimista, condições externas para o trabalho, flora e clima da
região. Tudo isto analisado astrologicamente e comparado à configuração astral
pessoal do alquimista, que é uma espécie de catalisador.

A escolha do local é determinada quase exclusivamente por clarividência. A
mulher do alquimista, em estado de transe mediúnico, o conduz até determinado
sítio, onde vê figuras que ele vai interpretando como indicações sobre o modo de
colher a matéria prima. Mas que matéria prima é essa, em torna da qual se fez
sempre tanto segredo e da qal se dizia apenas, nos tratados, que era abundante
em toda parte mas muito difícil de escolher? Barbault rompe séculos de silencio
e informa: é apenas terra. Terra fresca e limpa.

Mas por que será tao difícil colher algo que se encontra bem sob nossos pés, se
é só abaixar e pegar? Na realidade, a colheita não é um simples trabalho
mecânico, mas uma operação complicadíssima. Para começo de conversa, tem de ser
feita sob uma configuração astral que envolve relação entre a Lua, Saturno e
Urano, o Sol e a posição solar do mapa do alquimista, e mais a conjunção de dois
planetas lentos no zênite, e essa confirmação certamente não ocorre todos os
dias: Barbault esperou um ano.

Alem disso, o próprio alquimista para tomar parte na colheita, tem de estar
preparado, tendo-se submetido a uma rigorosa disciplina física e espiritual e
uma vida baseada na mais estrita moralidade e equilíbrio. Ele tem de estar em
pleno domínio dos seus sentidos, da sua inteligência e de seus dons perceptivos
no momento de...abaixar-se e apanhar um punhado de terra.

E que não é a terá que ele colhe: são as energias cósmicas que, naquele momento
único, se concentram naquele pedaço de terra. Qualquer erro, qualquer
desiquilibrio, cegarão o alquimista para as bolas luminosas no chão, que indicam
a concentração de energias, ou, o que é pior, farão com que essas energias, uma
vez colhidas, lhe escorram por entre os dedos e ele leve para casa um simples
punhado de terra sem valor alquímico. Ao divulgar, portanto, a matéria prima do
ouro potável, Barbault não a colocou, como se vê, “ao alcance de todos”... Na
realidade, a terra colhida funciona apenas como suporte material das energias.

As fases seguintes são cada vez mais trabalhosas e complexas. “Alimentar a
matéria prima com flores”, por exemplo, não significa apenas misturar flores a
um bolo de terra. Não significa nem mesmo misturar flores criteriosamente
selecionadas a um bolo de terra. Significa fornecer a um determinado núcleo
energético determinadas energias que, em certas épocas e circunstancias, estão
em determinadas flores. Cada flor tem seu tipo energético preciso, e estando
associada pela tradição astrológica a determinado planeta, suas energias estão
mais intensas sob determinados trânsitos planetários e, sob outros, mais fracas.
Então o alquimista, alem de seguir criteriosamente um roteiro complexo quanto às
necessidades “alimentares” da matéria prima, ainda tem de por em ação um
conhecimento enciclopédico da botânica astrológica da região, para colher as
flores certas nas horas e lugares certos, e trabalhar durante meses sob a
pressão do relógio que marca a mudança do céu astrológico.


 

A COLHEITA DO ORVALHO E OS SÍMBOLOS ALQUIMICOS

Os antigos alquimistas, segundo se diz, não tinham interesse em revelar seus
conhecimentos, e por isso compunham seus livros com uma simbologia arrevesada,
impenetrável. Esta versão só explica metade do problema. Barbault mostra-nos
como o simbolismo alquímico revela tudo a quem deseje aprender, de maneira
extremamente simples, clara e didática. Os símbolos alquímicos não eram apenas
um disfarce, mas uma linguagem altamente desenvolvida para explicar e ensinar
determinadas coisas onde o ensino verbal seria muito complexo ou mesmo
impossível. Graças a sua rica simbologia, os alquimistas puderam perceber
determinados fenômenos dos quais seus contemporâneos, não dispondo de
instrumentos para pensa-los, não tiveram nunca a menor suspeita. Chegaram,
assim, a desenvolver concepções ultra-arrojadas e espantosamente “atuais”, por
exemplo, a respeito da natureza dinâmica e energética da matéria. Enquanto a
química nascente considerava o ouro, como o ferro ou o estanho, um elemento,
querendo com isso significar algo de básico e irredutível, para os alquimistas o
ouro, como os outros metais e as substancias químicas, era apenas a sede
material e aparente, disfarce e embalagem, de forças invisíveis de natureza
imaterial, puramente espirituais ou, digamos assim, energéticas. Na realidade, a
fabricação do ouro potável não visa a captar as propriedades farmacológicas do
ouro-metal, mas as propriedades energéticas do ouro. Na época, tais idéias
pareciam pura maluquice, mas depois da fissão do átomo, quando a natureza intima
da matéria parece cada vez menos “material” e deterministica, e cada vez mais
puramente energética e criadora, é uma idéia perfeitamente coerente. Neste
sentido, Paracelso e Cagliostro são nossos contemporâneos.

Se são expressões sintéticas de uma filosofia da natureza, os símbolos são
também representações concretas e didáticas de processo de trabalho diretamente
deduzidos dessa filosofia. Analisando textos e gravuras alquímicas, Barbault
encontrou neles um guia seguro e prático para a fabricação do ouro potável.


 

OS SEGREDOS ALQUÍMICOS NUM LIVRO SÓ DE GRAVURAS

Talvez o exemplo mais flagrante de clareza didática encontrada, onde os eruditos
nos anunciam apenas névoas e mistérios, seja a prancha IV do Mutus Líber, o
Livro Mudo, composto só de gravuras, que foi um dos roteiros que Barbault seguiu
mais de perto. Essa prancha mostra um homem e uma mulher torcendo uma toalha,
tendo ao fundo um carneiro e um touro, um sol, uma lua, e uma espécie de chuva
de raios cósmicos caindo sobre a paisagem. Que tremendo mistério se ocultaria
por trás dessa composição surrealista, onde em pleno cataclismo natural as
pessoas se ocupam tranqüilamente de afazeres domésticos? 

Barbault nos mostra que
o significado é quase literal: a gravura ensina a fazer a colheita do orvalho
como uma cartilha ensina a ler. O alquimista e sua mulher estendem toalhas sobre
a relva, e depois de encharcadas, torcem-nas, recolhendo o liquido em vasilhas.

Essa operação deve ser feita no inicio da primavera (hemisfério norte), quando o
sol transita pelos signos do Carneiro e do Touro, estando em aspecto astrológico
favorável com a lua, de modo que entre os dois se forme um campo energético
favorável (a chuva de raios cósmicos), beneficiando o sítio onde se faz a
colheita.

A terra colhida é considerada uma espécie de “lêvedo” mineral apto a “abrir” o
ouro. Mas, para que o lêvedo possa adquirir essa propriedade, é preciso
alimentar com as energias solares e lunares condensadas no orvalho e nas flores
e prepara-lo com repetidas e complexas cocções e secagens durante muitos anos.

Nesse período a paciência, a tenacidade, a fé e a agudeza de observação do
alquimista são testadas até a exaustão. Períodos de trabalho intenso alternam-se
com etapas de silencio e espera respeitosa, e, como a obra evolui muito devagar,
o alquimista, que busca reproduzir o trabalho da natureza com o ritmo da
natureza, cai cada vez mais encaixando sua existência pessoal na vida cósmica
que o circunda, passando assim por uma ascensão espiritual não só simultânea mas
idêntica ao próprio andamento da obra, e marcada por uma vivencia do tempo como
a que foi expressa nos versos de Homero: Os moinhos dos deuses moem lentamente.


 

E NA MILÉSIMA MANHÃ A ALMA DO OURO SE ABRE

Se o alquimista é um caso extremado de tenacidade e fé inabalável, em troca
disso ele adquire, ao abandonar o mundo profano para dedicar-se à obra, o
direito de ingresso num outro mundo, que Raymond Abellio descreve como “uma
perpetua manhã feita de sol levante, de orvalhos e seivas, e onde a menor folha
de relva é tocada como um respeito religioso. É também o mundo das forças
obscuras do céu e da terra, que se juntam num inquietante trabalho de parto, ora
aliadas, ora inimigas, e das quais o homem parece esperar algum sacramento
secreto. Vem enfim a milésima manhã, onde a alma do ouro se abre”.

Nas cocções finais, o lêvedo, alitado e tratado, é misturado ao ouro e assimila
suas propriedades medicinais, enquanto desaparece qualquer traço material do
metal. Esta desaparição foi constatada em, todos os exames de laboratório feitos
pelo dr. Rudolf Hauschka, diretor do Wala – Heilmittel – Laboratotium, em
Eckwälden, na Alemanha, e mais tarde repetidos, pela Waleda AG de Stuttgard. Ela
é tanto mais surpreendente quando se constata que as propriedades medicinais do
liquido são precisamente aquelas atribuídas ao metal ouro na homeopatia e na
medicina funcional, que o usam no tratamento de doenças cardíacas e de seqüelas
da sífilis. Só que o ouro potável tem um grau de atuação explosivamente maior:
em casos de lesão cardíaca sifilítica, por exemplo, ele parece verdadeiramente
reconstituir os tecidos lesados, levando vários dos cientistas que o examinaram
a hipótese de que ele age diretamente no núcleo das células, em um nível que os
remédios comuns não atingem. Isto explicaria:

1. A regeneração rápida das células, já que o núcleo tem um papel essencial
na organização do metabolismo celular;

2. O fato de que uma boa alimentação durante o tratamento aumenta ainda
mais a rapidez de recuperação, já que os alimentos fornecem uma base material
necessária para a reorganização do protoplasma depois que o elixir ativou o
funcionamento do núcleo.

3. As propriedades antivírus do elixir, já que os vírus perturbam o
metabolismo normal do núcleo precisamente ao nível dos ácidos
desoxirribonucléicos, que tem um papel tao importante no equilíbrio da célula.

Apesar dos bons resultados obtidos em algumas doenças especificas, o ouro
potável funciona melhor ainda como uma espécie de adjuvante universal, que,
fornecido junto como remédio específico em qualquer doença, diminui
consideravelmente o tempo que o paciente leva para oferecer uma resposta ao
tratamento.


 

EM ESCALA INDUSTRIAL, A PRODUÇÃ0 É IMPOSSÍVEL

Mas se os sucessos clínicos são espetaculares, as perspectivas de colocar o
elixir ao alcance da classe médica mundial são desanimadoras. Em primeiro lugar,
os preços de revenda seriam proibitivos, por causo do tempo de produção e das
grandes quantidades de ouro em pó usadas nas últimas fases. Em segundo, porque,
pela própria natureza do processo de produção, ele não pode ser repetido a
qualquer momento e sob quaisquer condições. Nem se poderia sonhar, também em
reproduzir em laboratório as condições para a fabricação, já que essas condições
não são processos específicos e enumeráveis, mas efeitos globais do meio
ambiente, reconhecíveis em seu conjunto mas impossíveis de analisar e dominar
em seus detalhes. (Efeitos dessa ordem já foram reconhecidos em inúmeras
experiências cientificas, como as do professor Giorgio Piccardi, que descobriu a
influencia do meio ambiente cósmico sobre a composição da água.)

No entanto, o valor da experiência não provem das suas aplicações práticas
imediatas, mas te ter oferecido a ciência os meios para investigar o fenômeno
dos elixires alquímicos é uma prova incontestável da importância vital que essas
investigações podem ter para a humanidade, e a renascença da medicina alquímica
pode, como diz Abellio, marcar uma data na historia da ciência, não é só pelos
resultados clínicos espetaculares. É que eles nos forçam a raciocinar de maneira
estranha aos hábitos científicos, e talvez marquem a conquista definitiva do
pensamento simbólico e analógico pela mente moderna, isto assinalaria não só uma
data na historia da ciência já existente, mas a inauguração de uma ciência
unificada, global, juntando, num sonho pitagórico, o que uma longa época de
fragmentação e crise havia separado: a exatidão matemática e a inspiração
divina.


 

Texto de Olavo de Carvalho
Imagens Emma Watkinson
Revista Planeta


 
 
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