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A peleja entre Caetano e Raul Seixas

Por Toninho Buda
 
    Foi com grande interesse que procurei o site de Caetano Veloso, quando soube que ele tinha feito uma música em homenagem ao Raul Seixas.

    Fiquei horas lendo e relendo a letra de Rock'n'Raul, prá ver se conseguia descobrir naquilo o gênio-de Caetano. Ali está dito até que a grande luta de Raul foi exibir uma enorme vontade de ser americano. Será?... Ora, o povo nordestino sempre foi tão humilhado e estigmatizado, que muitas e muitas vezes na vida eu os vi  envergonhados responderem que eram "cidadãos do mundo", quando alguém lhes perguntava onde é que tinham nascido. Realmente, pode ser que Raul tivesse uma certa vergonha de ser brasileiro e nordestino... Mas curiosamente, em suas entrevistas no site www.caetanoveloso.com.br, Caetano se exclui do grupo que "queria ser americano", e diz que os tropicalistas queriam ser "universais", originais e nunca imitar ninguém... não seria isso também uma nova faceta dos cidadãos do mundo?!...

    A realidade pode ser até mais cruel. Aquela caricatura, por exemplo, criada por Chico Anísio Baiano e os Novos Caetanos - mostrava claramente o quão bairrista, limitada e até caipira poderia parecer, aos olhos das outras regiões, a pretensa universalidade dos tropicalistas. Mas é um fato que - com sua luta, capacidade de superação e o talento de seus artistas - os nordestinos conseguiram impor suas culturas regionais ao resto do país. No entanto, se a Tropicália tivesse realmente se universalizado, me parece muito mais provável que ela não teria globalizado, mas sim bahianizado... o Brasil. E hoje, até que ponto a dionisíaca bahianização de nossa cultura é de boa ou má qualidade, o próprio Caetano discute com eloqüente competência.

    E é exatamente por causa de seu talento é que é de doer que ele - vestindo aquela velha persona nordestina -, venha posar outra vez de cidadão do mundo e chamar o conterrâneo Raul Seixas de macaco dos americanos. Se Raul queria ser americano, mesmo que fosse apenas pela fartura de maconha e éter, o seria evidentemente by Timothy Leary/Castañeda and Lennan/Huxley/Crowley. E há mais o que lamentar, quando sabemos que este "desafio" entre Caetano e Raul é uma peleja muito antiga. Pois Raul Seixas fez, pouco antes de sua morte (em parceria com Marcelo Nova, no disco A Panela do Diabo, em 1989), uma música-testamento chamada Rock'n'Roll. Nela, ele começava dizendo "Há muito tempo atrás, na velha Bahia, eu imitava Little Richards, e me contorcia. As pessoas se afastavam, pensando que eu estava tendo um ataque de epilepsia. E no Teatro Vila Velha, velho conceito de moral, bosta nova prá universitário, gente fina, intelectual". Ora, Caetano Veloso - junto com Gilberto Gil e a Orquestra de Carlito -, tocavam exatamente naquele teatro. Enquanto isso, Raulzito e os Panteras tocavam rock, para empregadas domésticas, no Cinema Roma. Mas isso foi há quarenta anos! Será que agora, em plena passagem do milênio seria a hora ideal para uma revanche do calibre desse duelo Rock'n'Roll x Rock'n'Raul?!!!...

    Acho que não, meu caro Caetano! Vocês podem até ensaiar, com o fantasma de Raulzito, este tango de tapas e beijos, morde e assopra (que já foi chamado até de "inimizade íntima"). Mas a glande luta dele foi contra o Sistema, Matrix, Monstro Sist ou qualquer nome que se lhe dê. Acho também que ele merece muito toda a reverência tardia que está recebendo agora. Sempre acreditei que a Jovem Guarda, a Tropicália e a Sociedade Alternativa tiveram muito mais semelhanças do que diferenças; muito mais traços de união do que divisão. Pois existia um inimigo comum, o Caretão. Hoje, este inimigo apenas se escondeu nas sombras das coxias. E está adorando o que você está fazendo neste campo de cruzes, debaixo dos holofotes. Quando Raul fez bolero, fez Sessão das Dez; quando fez música caipira, fez Capim Guiné; quando fez ponto de umbanda, cheio de axé, fez Mosca na Sopa. Agora você, fazendo rock... é uma vontade fela-da-puta de voltar no tempo e ir cantar rock-peleja no cinema Roma. Mas como dizia Sinatra: But if it's your way, please, let me remember you: the end is near, the dream is over. See the final curtain !..." (Mas se este é o seu caminho, deixe-me lembra-lo: o fim está próximo, o sonho acabou. As cortinas se fecham!...)

Toninho Buda, Zelinda e Rogerio,
quando dos preparativos da filmagem do Curta: "Geremário"
São Paulo, 4 de janeiro de 2001

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