Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick
Vai subir o Disco Voador

 


Toninho Buda

 

    Um tal de Raul Seixas vem de disco voador, diria Rita Lee. Mas tudo começou com Ouro de Tolo, que termina com o assentar da sombra sonora de um disco voador. O cidadão respeitável tem de repente uma nova esperança. Ele viu um brilho novo nos céus e esta visão é capaz de modificá-lo definitivamente. Aí está o cerne da questão.

    A Contracultura adotou os discos voadores com uma intimidade surpreendente. Uma das coisas mais lindas do movimento era exatamente esta naturalidade com tudo aquilo que era novo, exótico, misterioso, desconhecido ou alienígena. Sem fronteiras. Sem cercas embandeiradas. Sem maiores problemas. E existiram também alguns gênios que, embora utilizassem métodos tradicionais, se transformaram em verdadeiras pontes entre a cultura convencional e tudo aquilo que estava acontecendo. Um deles foi Karl Gustav Jung, um dos maiores gênios de nosso século - psiquiatra, psicólogo, sociólogo, antropólogo - e um gigante da alma humana.

    Sobre discos voadores, Jung escreveu um ensaio intitulado Um Mito Moderno - Os Discos Voadores, onde observa: Criou-se em torno dos discos voadores uma lenda tão impressionante que nos sentimos tentados a interpretá-la como 99% de construção psíquica e, portanto, submetê-la aos métodos usuais de interpretação psicológica. Ele observou também que a Psique Coletiva é um organismo em evolução e que passa por transformações seculares paralelas aos períodos históricos caracterizados pelas transições dos Aeons. E nós estaríamos entrando agora na Era de Aquário (Ele também acreditava nisso).

    Mas, continuando suas reflexões, Jung deduziu que se as observações de discos voadores se tratassem realmente de projeções psicológicas, deveria haver para isso uma causa psíquica. para ele, os rumores visionários, em sua essência, são engendrados por uma Matriz Emocional e a origem de tudo seria uma Tensão Afetiva oriunda de uma tensão coletiva que pode ser, quer um perigo coletivo, quer uma necessidade vital anímica. Corroborando isso, os levantamentos estatísticos mostravam que a maior incidência de avistamentos se dava em áreas de grande tensão, como catástrofes e guerras.
Normalmente os discos voadores são vistos em forma de discos, arredondados ou elípticos. O que isso teria com a natureza e formação história da mente humana? Ora, tudo indica que entre os primeiros lampejos da consciência no ser humano estivesse a percepção da relação entre calor, luz e Sol. Posteriormente o Sol, aceito como Criador, o doador de vida. O disco voador seria a lembrança emocionada do disco solar.
Estas idéias se ajustavam perfeitamente à realidade daqueles tempos, principalmente porque eram tolerantes e poéticas, bem diferentes do peso analítico das explicações de Freud. Na realidade, os discos voadores tinham também uma característica fascinante para quem estava fora do sistema: eles contrariavam todas as leis, inclusive a Lei de Gravitação Universal de Newton.

    Raul Seixas foi muito além. Ele pediu socorro aos extraterrestres na música S.O.S. (que por sinal em inglês quer dizer Save Our Soul - Salve Nossas Almas!): cantando Ô, ô seu moço, do disco voador, me leve com você prá onde você for...

    O LP O Dia em que a Terra Parou (WEA - 1977), em parceria com Cláudio Roberto, é uma verdadeira consagração à vida alternativa; às novas possibilidades do ser humano e à liberdade de escolha do próprio destino. Tanto que contém Maluco Beleza, Você, De Cabeça Prá Baixo (a Cidade das Estrelas, que quase virou realidade em Paraíba do Sul) e outras. A própria música título é uma alusão aos discos voadores, pois O Dia em que a Terra Parou é o primeiro filme sobre discos voadores produzido no cinema, filmado em preto e branco. O fimle conta a história de um disco voador que desce em frente à Casa Branca, nos Estados Unidos, e provoca uma comoção no mundo todo. A própria letra da música fala sobre isso e termina dizendo Eu acordei, no dia em que a Terra parou... Mas tem outra música lindíssima sobre os discos voadores no mesmo álbum, que se chama Que Luz É Essa?. Fala sobre a mesma idéia. Mas essa nova luz brilha mais que a luz do Sol, vem trazendo a esperança prá essa terra tão escura...

    Já no LP seguinte, Mata Virgem, Raul volta à parceria com Paulo Coelho e produz mais uma música sobre o tema dos discos voadores, que se chama Tá Na Hora. Dylaniana como Ouro de Tolo, ela retrata o cidadão comum que se prepara prá se encontrar com o disco voador e acaba indo viver a experiência no cinema (Seria uma ironia com O Dia em que a Terra Parou?...)
Certo é que o sonho tinha sido construído com as pessoas procurando discos voadores nos céus (Ho! My eyes, they looking for flying saucers in the sky...). Havia tensão, havia insatisfação, havia necessidade do Novo, havia necessidade da experiência com o divino. E tudo isso pode evidentemente ter alimentado os divãs dos psiquiatras e psicólogos ávidos de explicar aquilo tudo. Mas havia uma grande diferença com os alternativos que nem mesmo o genial Jung pôde acompanhar: os discos voadores faziam parte do cotidiano das pessoas, mas se os discos voadores realmente existiam, não fazia a menor diferença! Com as descobertas das múltiplas realidades, todo mundo sabia que cada um poderia escolher o deus que quisesse. Seja ele o zangado Deus cristão, um disco solar, um disco voador, uma vaca da Índia ou qualquer novidade. Apesar de que algumas pessoas tinham menor criatividade.

    No II Congresso Internacional de Ufologia (Brasília, 1983), por exemplo, um dos palestrantes declarou que tinha feito contato com o chefe geral de uma importante esquadrilha de discos voadores, mas deixaria para revelar o nome dele no final da exposição. E no final, declarou emocionado Eu tenho a grata satisfação de anunciar que o chefe da esquadrilha é o Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
 

 

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