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Setenta Vezes Sete

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Estamos iniciando a sétima era astrológica da época do Holoceno, que se iniciou há 10000 anos a.C. e foi dividida em 12 eras, cada uma com duração de 2000 anos: Leão (10000 a 8000), Câncer (até 6000), Gêmeos (até 4000), Touro (até 2000), Áries (até o ano 0), Peixes (até 2000 d.C.) e Aquário (até 4000). 

A infante mentalidade aquariana traz, como marco importante na história do pensamento, o paradigma holístico, que vem triunfando sobre o dualismo cartesiano, dominante nos últimos séculos. Não chega a ser inédita a perspectiva de uma interdependência dinâmica entre o micro e o macro, a qual, a meu ver, é a essência da episteme contemporânea. Esta premissa já se encontrava presente em todas as teogonias da antigüidade, entre os egípcios, gregos, hebreus, hindus, assírios e outros.

Desde Pitágoras, em 529 a.C., o número era considerado a força que mantém a permanência eterna do cosmo pois, segundo ele, tudo que existe é regido pelo número. Balzac, 20 séculos depois, afirmava que tudo existe exclusivamente pelo movimento e pelo número, sendo que o movimento é, de qualquer forma, o número atuando. Para Pitágoras, todas as coisas eram números e qualquer número é uma divindade em si mesmo e na sua interação com os demais. Divindade ou não, o que eu sei é que o número vem exercendo, há milênios, um fascínio quase místico sobre nossa estimada lógica racional. 

Deixando à parte toda logorréia “new age” que elege chique e famoso o sujeito que altera sua identidade, acrescentando ou subtraindo letras ao nome, por uma pretensa influência maléfica da somatória numerológica – coisa que me deixa nauseada, afinal a evocação simbólica do número não deveria ser reduzida a esta concretude limítrofe – considero extremamente estimulante a exploração do universo mágico do número.

Dedico-me, nesse artigo, a um em especial que considero mitológica, mística e simbolicamente o mais transcendente: o sete. Tal número é notável pelo poder profundo de ressonância analógica e pelas inúmeras correspondências encontradas nos textos antigos que alicerçaram toda a nossa teologia.

O número sete é citado na Bíblia dezenas de vezes, assim como no Alcorão – livro sagrado dos muçulmanos – no Mânava-dharma Çastra – livro sagrado brâmane das leis indianas e no Talmude – livro sagrado dos judeus. Está presente nos textos da alquimia, nos princípios do hermetismo e até na cultura indígena, como referência à “sétima raça dos duas pernas”, que corresponderia à humanidade na era de Aquário.

Sua origem vem da polarização da unidade, mais precisamente da dupla polarização, já que a primeira gera o 3. A luz branca (símbolo da unidade), ao atravessar o prisma (representando a tríade) se decompõe nas sete cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Cores estas que correspondem, respectivamente, às vibrações dos 7 chakras: básico, esplênico, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário. 

Sete é a soma do ternário (céu), com o quartenário (terra), resultando na totalidade do universo criado. Deus precisou de sete dias para criar o mundo (gn 2.1-3), e o próprio nome de Deus, segundo os gnósticos, seria composto por sete letras: IEHOUAH – Jehovah. Sete são os principais mensageiros da luz espiritual neste planeta: Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Lao-Tse, Confúncio e Jesus Cristo.

No gênesis encontramos a referência à morte de Caim que seria vingada sete vezes. Jesus, ao revolucionar a lei mosaica do olho por olho, dente por dente, assegura que, ao irmão, deveríamos perdoar não apenas sete, mas setentas vezes sete vezes. Sete foram os demônios expulsos de Maria Madalena. Sete são os pecados capitais, a saber, a gula, a vaidade, a cobiça, a ira, a preguiça, a luxúria e a mentira. No apocalipse, a vitória do Senhor e do Cristo seria após o soar da sétima trombeta do sétimo anjo. Sete dias é a duração de cada um dos ciclos lunares, totalizando 28 dias, equivalentes ao ciclo hormonal feminino. A clássica dança dos sete véus parece aludir ao aspecto lunar do feminino: o segredo oculto atrás de um véu, que recobre outro véu e assim sucessivamente, sendo que a revelação, assim como a lua, reflete luz indireta. A propósito, nada mais deliciosamente feminino que colecionar uns segredinhos a sete chaves, não acham?

Na mandala astrológica a sétima casa é regida por libra, o signo da balança, representante da arte da diplomacia e do equilíbrio nos relacionamentos. Traduz a busca do belo, da perfeição, da boa convivência e do amor, sendo o mais elegante dos signos do zodíaco. A figura correspondente na mitologia grega é a rainha Afrodite, a deusa do amor, também conhecida como Vênus, nome dado pelos romanos. A posição de Vênus em seu mapa astrológico irá traduzir a área em que você busca a medida precisa e sutil de equilíbrio entre os pólos.

Na cabala – palavra que originalmente era composta por sete letras: Kabalah – o sete corresponde a sefirot Netzach, cuja virtude simboliza o amor, a natureza e o triunfo do iniciado, ao fim de sua busca. Também no Tarot o sete está associado à vitória, é a carta do guerreiro em seu carro, dominando dois cavalos, um negro e um branco, cada um apontando para direções opostas. É o triunfo da consciência, dominando os pólos antagônicos e a impetuosidade das emoções. É o homem tomando as rédeas de sua trajetória, rumo à realização pessoal.

As analogias se estendem ao infinito, poderíamos ficar o resto do dia “deslizando” pela cadeia dos significados associados. Sete são as maravilhas do mundo, os dias da semana, as notas musicais, os orifícios do rosto humano e por aí vai... Por essas e outras, escolhi o sete como meu número de sorte, escolha também o seu e aventure-se pela deliciosa viagem através das correspondências simbólicas. E que as bênçãos dos sete céus caiam sobre nós em abundância! 



 
 
 

Patrícia Lucchesié 
psicóloga e escritora, 
com especialização em Psicopatologia e 
Metodologia do Ensino Superior. 

Autora do livro: 
"Alvorada do Ser: Despertando a Consciência Crística".
Visite o site de Patrícia Lucchesi:
www.alquimiadaletra.hpg.com.br 
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