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CHARLE  FORT
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O Homem Que Acreditava
Nos Poderes Extra-sensoriais
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por Regina Lemos.
Uns o chamavam de louco, outros o tinham como um iconoclasta, um homem que não respeitava credos, doutrinas ou princípios ideológicos. Sua própria mulher o achava "esquisito" e dizia jamais ter entendido o que se passava na mente do marido. Mas havia os que o consideravam gênio, um homem que viveu à frente de seu tempo.

Ele era Charles Fort, um americano que nasceu em Albany, em 1874, filho de imigrantes que se estabeleceram nos Estados Unidos com uma pequena mercearia. Autor de quatro livros, fundador de uma sociedade (Sociedade Forteana), grande conhecedor de matemática, Fort não ficou famoso por nenhuma especialidade, nem literária, nem científica, nem artística; seu grande talento era questionar todo o conhecimento humano, duvidando sempre das verdades estabelecidas e jamais hesitando em lançar teorias inaceitáveis na época.

Fort acreditava na existência de poderes extra-sensoriais como psicocinesia (o deslocamento espontâneo de objetos de um local para outro), apesar do fracasso de suas próprias experiências. Em seu quarto livro, Wild Talents (publicado semanas após sua morte, em 1932), ele escreve: "A grande ambição de minha vida, pela qual eu abandonaria as pesquisas e a máquina de escrever a qualquer momento, seria ordenar a mesas e cadeiras: ‘Andem, parem, virem...’ e vê las me obedecerem. Tentei isso muitas vezes, mas duvido que alguém possua móveis mais desobedientes que os meus".

Segundo ele, qualquer objeto e também as pessoas poderiam ser transportados de um lugar a outro por mentes que possuíssem tal poder. Costumava dizer que as pessoas que desaparecem misteriosamente tinham sido seqüestradas por habitantes de outros mundos, para fins de pesquisa. E tudo isso, décadas antes de se começar a levantar seriamente a hipótese da existência de vida em outros planetas e a visita à Terra de objetos voadores não identificados e seus tripulantes.
 

É claro, muita gente ria de Fort. Mas era dificil continuar rindo quando ele contestava de forma perfeitamente lúcida e fundamentada uma série de teses tidas como científicas. Fort dizia que tinha conseguido se livrar da mística ocidental do século 19, pela qual a ciência materialista resolvera todos, ou quase todos, os problemas do universo e que resolveria os que faltavam em pouco tempo.

A dúvida, este era seu grande princípio. Se o saber oficial dizia não existir vida fora da Terra, ele duvidava. Se determinava que a Lua estava a uma certa distância de nosso planeta, duvidava. Às vezes cometia erros fragorosos, mas em muitas outras dava uma pequena contribuição à abertura de novos caminhos para o conhecimento humano.

O adulto "esquisito" Charles Fort foi também uma criança "esquisita", muito diferente das outras. Quando pequeno, colecionava minerais e insetos, pesquisando os e classificando os segundo sua espécie, e chegou a aprender sozinho a empalhar pássaros e outros pequenos animais. Não foi um aluno brilhante e não se interessava pelas diversões dos meninos de sua idade.

Recusando-se a frequentar a universidade, Charles começou a vida em Nova York, como repórter e escritor de novelas e contos, que o famoso escritor Theodore Driser publicou na revista que dirigia, Smith Magazine. 

Em 1910 (Charles tinha então 36 anos), seus pais morreram e ele recebeu uma herança que lhe permitiu dedicar se inteiramente a suas pesquisas particulares.
 

Nos 26 anos que se seguiram até sua morte, Charles passou a maior parte de seu tempo no Museu Britânico quando estava em Londres, e na Biblioteca Municipal de Nova York. Além dos livros, sua grande paixão eram jornais e revistas  de qualquer época, dos mais antigos aos mais recentes, dos quais copiava notícias que lhe pareciam ter um sentido oculto ou uma interpretação diversa da que se podia captar na primeira leitura.

Seus livros estavam repletos de comentários a respeito dessas notícias. Em 1910, uma menina desapareceu no Central Park, e naquele mesmo dia surgiu misteriosamente um cisne no lago do parque. Haveria alguma conexão entre os dois acontecimentos? Este era tipicamente o gênero de indagação que Fort fazia. Em certa época, um homem chamado Ambrose Bierce desapareceu no Texas, e um outro, Ambrose Small, sumiu no Canadá. Alguém estaria fazendo uma coleção de Ambroses'?

Charles Fort colecionava notas em caixas de sapato e chegou e encher centenas delas, que espalhava por todo canto do apartamento que habitava com a mulher Anna, no Bronx, um bairro nova iorquino. Pelas paredes, viam se aranhas e borboletas espetadas em alfinetes, ele continuava fiel a seu interesse da infância. E em algumas prateleiras, vidros contendo estranhos materìais, que Charles dizia terem caído do espaço.

O escritor Tìfany Thayer, o único amigo de Charles, além de Theodore Driser, dizia que Anna nunca conseguiu entender o que Charles pretendia descobrir com todas aquelas coisas estranhas que juntava em casa. Ela jamais leu coisa alguma que ele tenha escrito, como de resto admitia não ler quase nada.

Foram Driser e Thaver, ambos convencidos de que Fort era um gênio que estimularam o amigo a publicar seu primeiro livro, The Book of the  Damned (O Livro dos Danados), em 1919. 
 

Por "danados" Charles Fort se referia a todos os princípios do conhecimento excluídos pela ciência ortodoxa. Sua missão, como ele a definia, era reabilitar estes princípios.

Seu segundo livro, New Lands (Novas terras), foi publicado em 1923. Por esta época, vários escritores americanos haviam se tornado admiradores de Fort por seu estilo literário e por seus ataques irônicos ao que ele próprio chamava de "fanatismo científico".

Em 1931, sai publicado o terceiro livro, “Lo”.  (Este título foi sugerido por Thayer. No livro aparecem astrônomos que estão continuamente observando o céu e fazendo cálculos. 
 

Cada vez que eles descobrem um novo astro, gritam ‘Lo’ e no entanto jamais existe coisa alguma no local que eles apontam. Fort aceitou imediatamente a sugestão de Thayer.)

Naquele ano da publicação de Lo, Thayer e Driser convidaram todas as importantes figuras literárias dos Estados Unidos para um banquete no Savoy Plaza, e assim fundaram a Sociedade Forteana, definida pelos seguintes princípios doutrinários: julgamento sempre provisório, aceitação temporária e incessante questionamento.

Quanto aos seus objetivos, um livreto redigido pelos membros da Sociedade assim os descrevia: “A Sociedade Forteana é uma associação internacional de filósofos, isto é, de homens e mulheres cujo comportamento não se compõe de uma seqüência de reflexos condicionados nem deriva de uma inspiração mística particular. Entre seus membros se incluem eminentes cientistas, médicos, físicos e literatos, tanto quanto espiritualistas, quiromantes, videntes e cristãos, há até um padre católico. É uma sociedade que se interessa pelas causas perdidas e que ouve todos, desde os que defendem que a Terra é chata e os que combatem a vacinacão obrigatória até os que acreditam que o desarmamento das nações faria muito bem à humanidade...”
 

Nada menos dogmático e ortodoxo. Aliás, como teria que ser uma sociedade inspirada em Charles Fort. Semanas antes da publicação de seu último livro, Wild Talents (Talentos Primitivos), em 1932, Fort morreu, deixando para Thayer (o que deixou Droiser muito enciumado) 32 caixas com notas inéditas. Em 1937 Thayer criou Dúvida, um jornal da Sociedade Forteana, com o objetivo principal de divulgar as notas de Fort.

Entre todas as verdades oficiais que Fort ousou combater, certamente a mais importante é a da existência de seres vivos em outros planetas ou sistemas do universo. Durante suas leituras na Biblioteca de Nova York, ele encontrou na revista “L' Année Scientifique” uma notícia datada de 20 de junho de 1887 sobre uma estranha ocorrência registrada durante uma tempestade numa cidadezinha do interior da França. Dizia a notícia que um senhor Sudré, professor de ciências, viu cair do céu, junto com a chuva, uma pedra redonda de cinco milimetros de espessura, pesando 200 gramas e recoberta por uma camada de gelo. Retirada a camada de gelo, via se um disco bem talhado, um trabalho que dificilmente seria obra da natureza. Para Fort, a tal pedra tinha sido atirada por extraterrenos que pretendiam estabelecer algum tipo de contato conosco. Segundo ele, muitos outros objetos estranhos, alguns deles inclusive com espécies de desenhos que davam impressão de simbolizar uma língua organizada   surgiram na Terra de maneira inexplicável, mas nunca ninguém tentou estudá-los.

Esta era a queixa de Fort: quanto conhecimento útil ao Homem poderia estar sendo desperdiçado por puro preconceito...
 

Outra notícia que chamou a atenção de Fort como sendo a de um avistamento de um objeto voador de outro planeta foi publicada no “Monthly Weather Revi”, em 1907. Dizia que o bispo Michaud, de Burlington, Vermont, Estados Unidos, encontrava-se na esquina das ruas Church e College, em frente ao Eloward Bank, com o então ex-governador Woodbury e o senhor Albert Bull, quando os três ouviram uma explosão terrível, bem perto deles. O bispo conta então que olhou para cima e viu um objeto na forma de um torpedo, com cerca de dois metros de comprimento por 20 centímetros de largura. O objeto estava pendurado no ar, aparentemente imóvel, a cerca de 15 metros acima dos edifícios Era coberto de uma coisa escura, mas em alguns lugares a superfície parecia ser de cobre avermelhado e daí saíam chamas como línguas. O bispo prossegue sua descrição dizendo que depois de alguns momentos o objeto começou a mover se lentamente na direção sul, soltando chamas sem parar.

Hoje, um acontecimento desse tipo despertaria o interesse de qualquer ufologista. Naquela época, porém, décadas antes do piloto americano Kenneth Arnold ter avistado, sobre o Estado de Washington os primeiros objetos identificados como discos voadores (1947), só rarissinias pessoas, como um Charles Fort, tomavam conhecimento do fato.

A história do bispo Michaud tem incrível semelhança com os avistamentos de UFOs registrados hoje: depois de uma explosão forte, aparece uma “coisa” que paira no ar durante algum tempo e depois desaparece misteriosamente.

Meio século antes do bispo Michaud avistar aquele UFO, um ser que Charles Fort tinha certeza vir de outro planeta, passeou por Devonshire, na Inglaterra. A notícia, arquivada por Fort de fevereiro de 1855, informava sobre um rastro enigmático encontrado na neve. Era o rastro de uma criatura bípede, possuidora de cascos, que andara centenas de quilômetros numa única noite, passando sobre paredes e telhados.

Após a publicação desta notícia, o clero levou algum tempo tranquilizando seus fiéis de que não fora o diabo o autor das pegadas. Um padre chegou a garantir que o rastro era de um cangurú que fugira de um circo.
 

Os livros de Fort contêm centenas de fatos como esses, constituindo-se em verdadeiros catálogos para os ufologistas. Ele não deixava passar nenhuma ocorrência insólita sem registrá la e estudá-la detidamente. Se vivesse hoje, poucas pessoas ainda chamariam Charles Fort de louco . . .
 
 

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